terça-feira, 2 de junho de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
Uma Merda Literária
Aí surge a vontade de escrever com a métrica,
mas logo em seguida, matuto, e me foge a vontade
Óh dom da métrica, não o tenho! Não tenho nem dom literário...
Penso, penso, penso, nem palavras tenho!
Mas que merda.
Sinto fome das palavras, anseio cada vez mais a liberdade,
mas que merda! Não a encontro em lugar algum!
Escuto zombidos, por não encontrar-te, óh palavra!
Venha de encontro, me pertença por um instante
Ao certo, saberei como fazê-la
mais que uma larva o faria, palavra!
Isso tudo é uma merda, não passa de um dia ridículo
Mais um, mas um dia tolo, como todos os outros
Não passa de uma vontade ainda mais tola que meus dias
vontade estupida de escrever, quando não o sei
e sei disso,
sei que não o sei.
Porque insisto?
sábado, 23 de maio de 2009
À Tona
Veja só, como tudo passou depressa
Já não me recordo de tua feição
E fique sabendo, não almejo lembrar-te
Elocumbrastes minh'alma, não és digno do perdão
Insististes na errônea
O desamor, óh desamor, um desalento
Cantastes a meloncolia desse amor
e despertastes em mim incessa dor
Me tornastes informosa, na breve escuridão
Óh me bem, calastes meus mais belos versos
E se perguntares se te amarei, gritarei à multidão
E termininarei no escuro, com seus olhos perversos
Contraditório
Menina, porque queres um Deus,
se vives tua vida de maneira tão certa?
Se tudo já tens, não crês que estás completa?
Porque esse tal Deus te faz tão incerta?
Menina, se o queres tanto
Dance e cante o hino ao céu
Chore, mas não fique em pranto
A melodia será doce como mel
O Deus que queres, ao certo não existe
um Deus que dance, como disse Nietzsche
É só uma loucura, incessantemente insana
e quando cantá-la, alcançará o Nirvana
Carly
Pelo ralo se foi, toda a delicadeza
toda meiguice, e de um ser, a real impureza
E no ralo, se foi, só se foi
Sem nem se quer esperar um pouco,
pra chegar nesse meu calor
que exala vida e suspiros de amor
Pelo ralo se foi, óh crueldade
É essa vida cheia de maldade
Que fazer nessa hora repleta de dor?
Sentar-me num canto, e ler a versos de amor
sexta-feira, 8 de maio de 2009
À procura de um tal coelho branco
Que hora é essa? Minha nossa!
Sento-me para um chá
Duas xícaras, uma bossa,
e palavras para se amar
Uma idéia torta,
e algumas rimas ao àvesso
entram pela mesmo porta
e isso, é um breve começo
De chá sou servida,
troca-troca de lugar
Me dá uma dor na barriga,
ver esse mundo rodar!
Perguntam-me coisas bizarras
Penso, mas logo me canso
e aquelas idéias mais claras
me encontram desperta num canto
Tudo começou com o coelho,
branco com um relógio à olhar
Mas vejo-me através de um espelho
com uma lebre e um louco à cantar
Eles vibram ao desaniversário
É insano parar pra pensar
E hoje, no meu aniversário
Eu nem quis saber de amar
Nos dias de desaniversário
eu fico tão alegre à toa
É tudo em um belo cenário
Encanto-me e a música soa!
O coelho branco passa depressa,
o meu chá, ainda nem bebi
Menina, que loucura é essa?
E essa estória, eu ainda não li.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Para Mim
E ele começou:
- Você é diferente...
- Isso é ruim? - ela se preocupou
- Não sei... Talvez. Mas eu gosto de você assim.
- Ruim, porque não dá pra me entender?
- O bom é que não dá para entender.
- Então, porque é ruim?
- Porque você é inconstante. Isso pode fazer alguém sofrer.
Ela se calou por muito tempo, e pensou no que pensar.
Não havia mais nada, nem no que se imaginar.
O que ele fez não foi errado, só entregou-a à verdade.
Ele estava embriagado, e isso não fazia parte.
Menina bizarra e esquisita, aprendeu a viver com a dor
Agora vive de uma maneira, causando ilusões de amor
Garota, mude esse jeito, senão tudo irá se escapulir
Vamos, tire essa máscara, quero o seu verdadeiro sorrir
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