domingo, 25 de janeiro de 2009

Canto da Figueira

As idéias vêm à nossa mente
Exageramos, blefamos, mentimos
Atiçamos nossos sonhos delinquentes
A realidade, inibimos.

A paixão nos leva ao Nirvana
Sua melodia tão fina...
E essa visão tão insana
Tão doce, tão bela: cretina.

Dançamos o canto do Poeta
Gritamos os versos do desespero
E a ilusão novamente desperta
Avisto você, mensageiro

Nossos olhos vêem além do ordinário
Nossas mãos despertam o desconhecido
Vemos além de ti nesse cenário
Não vivemos em teu mundo falecido!

As mãos são máquinas a devanear
Os versos são farsas que difamamos
Teus olhos enxergam o que se deve negar
A teus sonhos e ameaças, louvamos

E em tua mentira, deliramos
És tu mensageiro, soberano
E teu universo podre ignoramos
Toda crença, toda vida, todo ano

Venha mensageiro, dê-nos tua mão suja
Esqueça essa realidade pervertida
Da realidade pútrida, fuja!
E traga sua razão esquecida

Dance o ritmo da loucura
Acredite em nossa ilusão verdadeira
Esqueça de tua vida a amargura
Colha o fruto inexistente da figueira!





Por Carol e Cora.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Mundo Tomador de Tempo

Borboletas verdes no jardim
Gnomos rosas a pular
Um arco-íris lá no fim
lá aonde eu queria estar

Vejo nuvens amarelas
e gotas de neve caindo
e as violetas mais belas
enquanto avisto você sorrindo

Percebo um vento bem forte
e corro para algum lugar
olho e avisto a morte
mas ela não vem me buscar

Um dragão vermelho e dourado
observo diante à montanha
e com um olhar delicado
ele me olha, e me ganha

Corro em direção ao mar
e algo percebo nos ares
isso nunca vai acabar
é a Fada Verde dos Mares

Começo a sentir a magia
Um pó cai sobre minha veste
O meu olhar transborda alegria
e escuto alguém dizer "peste"

Os gritos e a interferência
são como ímãs pra mim
É preciso de muita paciência
Se isto é louco? Ah, sim

Peixes fora do aquário
voam como um pequeno pássaro
e um cachorro lendário
entra no mesmo cenário

Uma música soa e encanta
os lírios desmancham no ar
a moça indaga à planta
e o gato se dá a cantar

A planta responde à frieza
e chega então a rainha
"A que devo a honra alteza?"
pergunta a rosa vizinha

Árvores dançam e cantam
e as flores só querem pular
e um homem beija uma boca
que porventura quisera amar

Essa loucura é tão insana
que duvido que um dia eu vi
então abro os olhos e vejo na cama
As duas garrafas de gin que bebi.

Uma Vida

Minha vida.
Uma vida minha.
Não deixe-me cair
Agora, e nem nunca mais

Dessa vez, nessa hora
é hora de fazer o correto
E mesmo com a demora
é melhor pensar no certo

Insanidade,
uma faca
e aquela vontade
e aí, a realidade

Uma vida,
a vida que é minha
não me deixe cair nunca mais
na vontade, de não ter a realidade

Viva a verdade,
e encare a crueldade
sofra, sofra e viva
porque no final; Felicidade.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Paciência Duradoura

Frases mal formuladas
voz desgostosa de ouvir
olhar irritado, desgraça
o que faço pra te ver sorrir?

Paciência ilimitada
a minha, pois te quero amor
e esse jeito me deixa frustrada
mas não digo, e em silêncio, a dor

Eu grito em silêncio
porque não tenho forças
Eu choro por dentro
em silêncio por estar rouca

Quero almejar-te o bem
penso me entretendo com um tesoura
Igual à mim não haverá alguém
com essa paciência duradoura.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Dúvida Certa

Minha mãe, não soube me dizer sim
Meu pai, não soube me dizer não
Por isso sou assim,
um vai e vem de incertezas

A minha vida inteira,
eu precisei de alguém.
Alguém para me dizer "talvez",
E aí, você apareceu

Na hora mais errada,
em um lugar incerto
mas o alguém mais certo,
e o seu truque esperto

Uso de problemas
cúmplices no lugar
e a vontade e o talvez
de te beijar, e te amar

Acaso, as minhas dúvidas
porventura serem incertas
você é a dúvida certa
você é a certeza correta.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Sem Inspiração

O que fazer,

quando não se sabe o que escrever?

Como entreter,

se nem eu tenho prazer?



Jogam-se palavras,

e montam-se frases esdrúxulas

Poesias dilaceradas

Palavras mil, mas idéias fulas



Uma mente aberta

cheia de desejo

e uma fala esperta

mas repleta de desprezo


Quero expressão

sem dizer o que sinto

Quero a satisfação

mas saiba, eu minto


Toda poeta o faz,

mas por um bom motivo

aquele que quer a paz

aquele que inveja um sorriso.

Blues


O Sol bate na minha pele clara e sem proteção
Mergulho n'água, e deixo-me levar pelas pequenas ondas
Deixo-me levar pela água
Mergulho numa onda de reflexões e pensamentos muito complexos
Abro os olhos, nada vejo
Minto. Vejo o azul.
O azul da água que predomina nos meus olhos
Calma. Tranqüilidade, serenidade.
Me sinto bem. Me sinto azul.
Mesmo com essa calmaria.
A minha alma nunca negaria
a frieza de minhas palavras
e a tristeza no meu coração
e na última estação, uma luz
Hoje me sinto Blues.