domingo, 22 de março de 2009

Pedido

Acho que espero demais das pessoas. Estou muito mal acostumada. Vida, me ensina?

domingo, 15 de março de 2009

Inevitável Explicação

Ah, não posso viver com essa dor
essa dor que faz lacremejar os meus olhos, dia após dia
dor funesta e vazia, só de pensar, me arrepia
Dor que com ela não sei o que faço
Suplico: ajudem-me!
Temo ficar sozinha, perco-me na escuridão
no vazio, tremo na mentira, acordo num porão
Escuras são as cores com as quais me encontro
sombrios são os pensamentos que tenho
Livre-me disso que predomina em minh'alma
Ah, que desejo de morte!
Que desejo mais lúcido da pútrida realidade!
Quero o real, quero o que ninguém quer
Minha vontade é dormir e não acordar mais
e sonhar sempre o mesmo sonho louco e demente
é acordar no sonho de um delinquente
Não posso julgar os outros por loucuras que possuo
Insanidades minhas, alucinações cretinas
Tire-me desse lugar! Tire-me daqui!
Não posso nem pensar!
Nem me recordo de meu prórpio olhar,
a imagem que tenho de ti, foi inventada
Eu vi tudo isso numa pintura
recordo-me, e permito-me ao castigo
Em nada posso acreditar,
nada sei, um nada eu sou
Não tenho forças para pensar
Minha boca produz palavras que nem conheço
Minha fala é protagonista do auto-desprezo
Me leve daqui! Essa realidade pertubadora!
Tire-me do que chamam de real
Quero um mundo colorido com amor
Que amor? 
Ele nem existe! Ah, fico louca
Decepção à tona, quero um lugar tranquilo
uma casinha amarela com bolinhas rosas
cheia de dor, novamente estou louca
Suplico e repito: ajudem-me!
Que mundo é esse que só o mal permite?
Ah, quero descansar, meu caro, minha cara, não importa
Vou-me embora daqui!
Podridão, não a quero!!
Vou-me embora desse inferno,
talvez para outro pior!
Não me deixe bem agora, 
agora que sinto a hora
chegando, chegando, caminha lentamente
ah, me leve com você tempo!
minutos, ironia ao vento!
Deixa! Larga disso tudo!
Quero o real, eu quero o sujo
não quero mais aqui ficar
leve-me embora, não importa o lugar
só quero a liberdade,
e no iluminismo acreditar!
Estou cega para o que há de vir
não quero ver
Não quero!
Mate-me agora, se quiser o prazer
porque se eu permanecer,
não pense em viver
Não basta estar vivo para estar vivo
Posso morrer viva
Então, deixe-me aqui
Julgue-me livre, mas sei que não sou
Ajudem-me!
E o mundo que escuto falar?
Já não o sei;

quinta-feira, 12 de março de 2009

Funesto Vazio

Tediosa semana, não passa
O relógio assemelha-se frio
Maldito tempo, hora vasta
Leve de mim o funesto vazio

A solidão num copo d'água imersa
Refletida no vago olhar
A vida me olha e depreza
Não penso e nem ouso parar

Sou filósofa, médica e poeta
Temo na medida do pensar
Incessantemente, a mente aberta
Penso para logo indagar

Invento paixões que distraem
Matuto até algum fim
E os sonhos desmancham e caem
E a tirania prevalece, mesmo assim

Me olho no espelho e vejo
Existe um outro em mim
Lápis e mente, lampejo
Porventura delíro em Manfrim

Meu nome pergunto à Rosa
vermelha, de perfume encantador
e com voz delicada e tenebrosa
ela diz que em mim, só vê a dor



Por Amélia Maria Macedo

Letras Quinhoadas

1-A poesia mantém meu ser vivo
Das palavras, me alimento
Ao pensar já nem suspiro
Esse mundo é meu sustento

2-A poesia está em mim
Como eu estou em você
Numa paixão sem fim
Da carne e do saber

1-O saber que não se sabe
E de imaginar, me cansa
Não almejo a verdade
Sou ritmada pela dança

2-E nessa dança da ilusão
Tropeço na ignorância
Pelos erros da razão
Mergulhada em pura ânsia

1-Caminho nas horas do tempo
Anseio enojada a palavra
Da realidade pútrida me ausento
Me liberto dessa fala amargurada!

2-Tiro de mim as correntes do amor
Afasto de minh'alma a tortura
Livro-me dos dias de doce dor
Nos quais perdi-me em tua ternura

2-E nestas palavras dispersas
Perdidas, desprevenidas
Sinto minhas entranhas inversas
E minhas mãos iludidas

2-Por você, minha amada
Permuto por estradas invisíveis
Palavras de amor em serenada
Para dizer simples: somos invencíveis

Por Carol e Cora

terça-feira, 10 de março de 2009

Inventório

eu acho que estou inventando paixões, pra me distrair

Ouvi suspiros naquela tarde,
senti desejos...

segunda-feira, 2 de março de 2009

Posso dizer?

Julga-se livre à intensidade do almejo
Se é o que se quer, e em nada, o desprezo
Liberta-se da fôrma que nem existe mais
Esconde-se do exato; procura-se a paz

Perde-se a veracidade
pois ela não pode ser vista
E a imagem que nega a verdade,
é aquela vontade não dita

Feições de desprezo e espanto,
a mudança do preto pro branco
E, torna-se um fardo insistente,
só se vê o mesmo tolo e delinquente

Direito não temos, amigo
A liberdade se escapoliu
Forçá-la enfrenta o perigo
perceba: o mundo caiu.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

BUM!

A censura não permite a sua apreciação
a vontade passa ao lado do perfume da emoção
caminhe com as borboletas, e veja o sol se pôr
depois sente-se na calçada, perguntando se isso é amor

se deixe levar pelos momentos, a brisa forte no coração
e depois de um tempo bizarro, aja sem nem ter razão
sinta acordes pulsantes nos ares, e mãos sujas à devanear
esse tempo é longo, e eu nem sequer sinto a hora passar

será que foi amor, todo esse tempo?
será uma ilusão? nunca, penso e me deito
será o ideal, andando na contra mão?
ou será a sua alma não digna do meu perdão?