terça-feira, 11 de agosto de 2009

Amor Logrado

E quem consegue enganar o amor?
Ninguém.
O amor não é enganado,
ele simplesmente chega,
chega e vai entrando,
sente-se como se fosse íntimo,
o que de certo é.
Mas hoje digo-lhe uma coisa
quando ele aqui chegar
vou logo me esconder
atrás daquele armário,
onde guardo uma lembrança
não almejo ter de novo
que entrar naquela mesma dança
e aplaudi-lo incessamente, oh amor
Mas e se ele chegar, e faltar percepção?
Sente-se num canto, e abra os olhos à paixão!
Entrementes se for notável,
vá logo se esconder,
pois o amor é reluzente
e depois do amor vem o sofrer

Se tens tempo, fuja agora
porque só tenho a temer
ele pegou-me desatenta
e de certo, irei sofrer.

Versos pobres e realistas

Se não me queres,
não me iluda com palavras
Não forje um sentimento inexistente
apenas faça o que deveras sente

domingo, 9 de agosto de 2009

O Medo de Agora

E a decepção
assemelha-se à destruição
Sozinha deixo acontecer
E mesmo que haja a droga da cura,
O suspense irá remanescer


quinta-feira, 30 de julho de 2009

Ausência de Ar

Que sentimento é esse,
que me atormenta tanto?
Que timbre é esse,
que suspira o espanto?
É um vazio completo que sinto,
é um breve fascínio que canto
É a beleza horrenda, não minto
encontrar-te, oh tristeza, em pranto

Miragem caluniadora!
Que belo encanto surrado!
Encontra-se nele agora,
o encantamento jurado!

As mãos entrelaçadas não o querem dizer?
E se a paixão contínua, um dia apodrecer?
Não o sei, não o posso dizer
Um dia, quem sabe, poderei entender

Venha agora, na dança da melancolia;
Deixe agora, a parte funesta da história
E às paixões inventadas, aja com euforia.
De quem um dia, amou, e guardou na memória

domingo, 21 de junho de 2009

Cidade

elevar 'regulação
trilionários contra Números
Obama vizinho US$ dará contra
crise turbina FMI prevê
diz Aproveite EUFORIA


Por Maria Carolina Guimarães e Marina Jadão Pereira

terça-feira, 2 de junho de 2009

Poderei dizer-me feliz, no dia em que finalmente não recordar sua feição.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Uma Merda Literária

Aí surge a vontade de escrever com a métrica,
mas logo em seguida, matuto, e me foge a vontade
Óh dom da métrica, não o tenho! Não tenho nem dom literário...
Penso, penso, penso, nem palavras tenho!
Mas que merda.
Sinto fome das palavras, anseio cada vez mais a liberdade,
mas que merda! Não a encontro em lugar algum!
Escuto zombidos, por não encontrar-te, óh palavra!
Venha de encontro, me pertença por um instante
Ao certo, saberei como fazê-la
mais que uma larva o faria, palavra!
Isso tudo é uma merda, não passa de um dia ridículo
Mais um, mas um dia tolo, como todos os outros
Não passa de uma vontade ainda mais tola que meus dias
vontade estupida de escrever, quando não o sei
e sei disso,
sei que não o sei.
Porque insisto?