quinta-feira, 30 de julho de 2009

Ausência de Ar

Que sentimento é esse,
que me atormenta tanto?
Que timbre é esse,
que suspira o espanto?
É um vazio completo que sinto,
é um breve fascínio que canto
É a beleza horrenda, não minto
encontrar-te, oh tristeza, em pranto

Miragem caluniadora!
Que belo encanto surrado!
Encontra-se nele agora,
o encantamento jurado!

As mãos entrelaçadas não o querem dizer?
E se a paixão contínua, um dia apodrecer?
Não o sei, não o posso dizer
Um dia, quem sabe, poderei entender

Venha agora, na dança da melancolia;
Deixe agora, a parte funesta da história
E às paixões inventadas, aja com euforia.
De quem um dia, amou, e guardou na memória

domingo, 21 de junho de 2009

Cidade

elevar 'regulação
trilionários contra Números
Obama vizinho US$ dará contra
crise turbina FMI prevê
diz Aproveite EUFORIA


Por Maria Carolina Guimarães e Marina Jadão Pereira

terça-feira, 2 de junho de 2009

Poderei dizer-me feliz, no dia em que finalmente não recordar sua feição.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Uma Merda Literária

Aí surge a vontade de escrever com a métrica,
mas logo em seguida, matuto, e me foge a vontade
Óh dom da métrica, não o tenho! Não tenho nem dom literário...
Penso, penso, penso, nem palavras tenho!
Mas que merda.
Sinto fome das palavras, anseio cada vez mais a liberdade,
mas que merda! Não a encontro em lugar algum!
Escuto zombidos, por não encontrar-te, óh palavra!
Venha de encontro, me pertença por um instante
Ao certo, saberei como fazê-la
mais que uma larva o faria, palavra!
Isso tudo é uma merda, não passa de um dia ridículo
Mais um, mas um dia tolo, como todos os outros
Não passa de uma vontade ainda mais tola que meus dias
vontade estupida de escrever, quando não o sei
e sei disso,
sei que não o sei.
Porque insisto?

sábado, 23 de maio de 2009

À Tona

Veja só, como tudo passou depressa
Já não me recordo de tua feição
E fique sabendo, não almejo lembrar-te
Elocumbrastes minh'alma, não és digno do perdão

Insististes na errônea
O desamor, óh desamor, um desalento
Cantastes a meloncolia desse amor
e despertastes em mim incessa dor

Me tornastes informosa, na breve escuridão
Óh me bem, calastes meus mais belos versos
E se perguntares se te amarei, gritarei à multidão
E termininarei no escuro, com seus olhos perversos

Contraditório

Menina, porque queres um Deus, 
se vives tua vida de maneira tão certa? 
Se tudo já tens, não crês que estás completa?
Porque esse tal Deus te faz tão incerta?

Menina, se o queres tanto
Dance e cante o hino ao céu
Chore, mas não fique em pranto
A melodia será doce como mel

O Deus que queres, ao certo não existe
um Deus que dance, como disse Nietzsche
É só uma loucura, incessantemente insana
e quando cantá-la, alcançará o Nirvana

Carly

Pelo ralo se foi, toda a delicadeza
toda meiguice, e de um ser, a real impureza
E no ralo, se foi, só se foi
Sem nem se quer esperar um pouco,
pra chegar nesse meu calor
que exala vida e suspiros de amor
Pelo ralo se foi, óh crueldade
É essa vida cheia de maldade
Que fazer nessa hora repleta de dor?
Sentar-me num canto, e ler a versos de amor