quinta-feira, 12 de março de 2009

Letras Quinhoadas

1-A poesia mantém meu ser vivo
Das palavras, me alimento
Ao pensar já nem suspiro
Esse mundo é meu sustento

2-A poesia está em mim
Como eu estou em você
Numa paixão sem fim
Da carne e do saber

1-O saber que não se sabe
E de imaginar, me cansa
Não almejo a verdade
Sou ritmada pela dança

2-E nessa dança da ilusão
Tropeço na ignorância
Pelos erros da razão
Mergulhada em pura ânsia

1-Caminho nas horas do tempo
Anseio enojada a palavra
Da realidade pútrida me ausento
Me liberto dessa fala amargurada!

2-Tiro de mim as correntes do amor
Afasto de minh'alma a tortura
Livro-me dos dias de doce dor
Nos quais perdi-me em tua ternura

2-E nestas palavras dispersas
Perdidas, desprevenidas
Sinto minhas entranhas inversas
E minhas mãos iludidas

2-Por você, minha amada
Permuto por estradas invisíveis
Palavras de amor em serenada
Para dizer simples: somos invencíveis

Por Carol e Cora

terça-feira, 10 de março de 2009

Inventório

eu acho que estou inventando paixões, pra me distrair

Ouvi suspiros naquela tarde,
senti desejos...

segunda-feira, 2 de março de 2009

Posso dizer?

Julga-se livre à intensidade do almejo
Se é o que se quer, e em nada, o desprezo
Liberta-se da fôrma que nem existe mais
Esconde-se do exato; procura-se a paz

Perde-se a veracidade
pois ela não pode ser vista
E a imagem que nega a verdade,
é aquela vontade não dita

Feições de desprezo e espanto,
a mudança do preto pro branco
E, torna-se um fardo insistente,
só se vê o mesmo tolo e delinquente

Direito não temos, amigo
A liberdade se escapoliu
Forçá-la enfrenta o perigo
perceba: o mundo caiu.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

BUM!

A censura não permite a sua apreciação
a vontade passa ao lado do perfume da emoção
caminhe com as borboletas, e veja o sol se pôr
depois sente-se na calçada, perguntando se isso é amor

se deixe levar pelos momentos, a brisa forte no coração
e depois de um tempo bizarro, aja sem nem ter razão
sinta acordes pulsantes nos ares, e mãos sujas à devanear
esse tempo é longo, e eu nem sequer sinto a hora passar

será que foi amor, todo esse tempo?
será uma ilusão? nunca, penso e me deito
será o ideal, andando na contra mão?
ou será a sua alma não digna do meu perdão?


sábado, 21 de fevereiro de 2009

Repetidamente

"Se eu não te amasse tanto, não existiriam motivos para a descontentação" - ele disse.

E ela suspirou, sem ao menos averiguar o que havia sido dito.

"Fica comigo?" - ela o indagou.

"Para sempre" - disse ele beijando-a na testa.

As lágrimas se secavam à medida em que um beijo fazia pulsar o coração.

E as duas últimas palavras ditas, tornaram mais veloz a pulsação.

Olhos se beijam, e as bocas a se olhar, e o desejo de ficar, de amar.

Uma Certa Cora

Corra Cora, olha a hora!
O trem já vai passar
Oh Cora, não se vá embora
Fique até o Sol raiar

Oh Cora, sonhe bem alto
um dia, acordará num salto
Vai menina, troque essa roupa
Não saia assim, sua hippie louca

Indefinível Cora,
não se vá em boa hora!
Ilumine minha alma
Fique perto, anseie calma

Exótica e forasteira,
Cora, menina-mulher guerreira
Transborda alegria, exala beleza
Senta no bar e bebe cerveja

Delírios com um lápis na mão
Loucura certa, à medida da emoção
Cora, sua mente é insana
suas idéias me levam ao nirvana!

Não perceptível pela estatura,
mas o que importa?
Perfeita e belíssima, uma moldura
Quando está perto, conforta

Oh Cora, me vês apaixonada
À medida em que olho o seu ser
Ah Cora, estou alucinada
com sua mente graciosa do saber

Corra Cora, corra
o trem já vai passar
Corra Cora, corra
mas se quiser, pode ficar!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Exatidão Recatada

Ah! Tal raiva desperta
soar eminente, um alerta
e se camufla em versos que agem;
Quisera eu ter tal coragem!

Acate o meu almejo
Aprecie o que vejo
Sinta o timbre d'minha dicção
Confie, em nada há razão

Eleve-se à mais alta melodia
Como Bach em D Menor, ilustre sinfonia
Não presuma a mediocridade
Importune a vida à verdade

Contemple serenamente em sua filosofia
Seja veloz, busque em si a sintonia
Lucile bruscamente, a cada instante
E quando a paz não encontrar, apenas cante.